quinta-feira, 15 de março de 2018

Nascimento - parte II


Deve ter começado sem intenção nenhuma, afinal, quem ligaria para restos de frutas jogados em um canto qualquer? No entanto, alguns devem ter percebido que ali surgiram plantinhas novas. E mesmo estes que perceberam não devem ter ligado um fato ao outro. Até que um dia, alguém se perguntou “será que...?” e jogou os restos de fruta em um outro lugar e esperou para ver o que acontecia... e cresceu um pé de fruta. De maneira análoga, aqueles com mais percepção e mais curiosidade devem ter notado que algumas pedras, quando batiam umas nas outras, geravam faíscas, que por sua vez, poderiam criar o tão bem-quisto fogo, o pedacinho de sol que afugenta o escuro da noite. Este mesmo fogo, quando por sobre umas pedrinhas alaranjadas, fazia-as soltar umas gotas prateadas, que não eram água.

E assim, entre acidentes, curiosidades, observações e alguma reflexão, o ser humano foi descobrindo que havia uma lógica pór trás da Natureza. As coisas não eram aleatórias, ou arbitrárias, mas sim, seguiam um conjunto de regras coerente. Ao observar a natureza, era possível obter um vislumbre destas regras; ao interagir com ela, este vislumbre se tornava mais nítido. E quanto mais compreensão sobre as regras subjacentes da natureza, a interação era cada vez mais profunda. Mas para isto, era necessário pessoas com Visão, aquelas que percebiam algo onde outros não percebiam nada. Que ousavam dar um passoa adiante, e fazer algo só para ver o que acontecia. E assim, tímida e meio sem jeito, nasciam os rudimentos daquilo que viria a ser conhecido como Ciência.

Tanto a Magia quanto a Ciência, em seus momentos iniciais, devem ter sido improvisadas, espontâneas e não-sistemáticas; frutos mais da perseguição de vislumbres do que de esforço concentrado. O transcorrer das eras e o aprendizado de uma geração com a outra foram, no entanto, refinando e solidificando significados e estabelecendo práticas e métodos. Cumpre notar que, até um momento relativamente recente na história, aqueles que faziam magia também faziam ciência, e vice-versa. Não vou entrar no mérito de como elas se separaram – não agora – mas o fato é que, hoje, pelo menos para um olhar mais apressado, magia e ciência são caminhos divergentes, mesmo antagônicos.

Da mesma forma que as serpentes no caduceu, magia e ciência revolvem ao redor do mesmo eixo e, por mais que sigam caminhos distintos, se encontram e se tocam em vários pontos. Com o tempo, veremos o que estas serpentes têm em comum, o que têm de diferente, o que podemos aprender de uma a partir do que sabemos sobre a outra.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Nascimento - Parte I

De todos os atributos que diferenciam a humanidade dos outros animais, o que eu apontaria como o mais sublime é o seu ardente anseio por entendimento. Para o ser humano, não basta estar vivo, é preciso saber por que se está vivo. É preciso conhecer a Natureza, como ela funciona, como funcionamos nela, como nos relacionamos com ela. O ser humano tem uma sede infinita por se conhecer e se entender. Este esforço moldou a trajetória da Humanidade desde seu amanhecer e, penso eu, livrou a raça humana dos grilhões do atavismo.

A busca pela compreensão da natureza, na infância da humanidade, deve ter tido um propósito essencialmente pragmático, dada a dificuldade das praxes da sobrevivência naqueles tempos. Quando se sabe como tudo funciona é possível antecipar-se às dificuldades. Não é difícil imaginar os mais criativos, ao perceberem o padrão de alternância de ciclos de estações, dias e noites, nascimentos e mortes, imaginarem personagens por trás destes eventos e contarem suas histórias para outros, que as repetiriam. As histórias eram consistentes com os eventos, e vice-versa, e o mundo estava explicado.

Todavia, às vezes não era o bastante. A natureza pode ser bem impiedosa por vezes. Era preciso intervir na natureza, por algum motivo ou outro. Alguém precisaria interagir com aqueles personagens que comandavam a natureza. Não podia ser qualquer um. Precisava ser alguém cuja Visão pudesse contemplar estes seres; alguém cujos pés pudessem trilhar os caminhos deles. E assim, quase junto com a humanidade, nasceu a Magia. Não é possível saber quando a magia passou de um instrumento de intervenção na natureza para um instrumento de compreensão da natureza. Mas um dia isto aconteceu, e o ser humano, finalmente, possuía um meio de Entender, e de Se entender.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Culpado Útil



Chego à conclusão de que a existência do maloqueiro é de fundamental importância para o funcionamento da sociedade urbana moderna brasileira. Da mesma forma que o demônio, que presta um invulgar serviço às religiões majoritárias, o maloqueiro é o culpado útil perfeito; aquele a quem podemos imputar a responsabilidade pelas mazelas da cidade e dormir sossegados. Podemos despejar lixo em qualquer lugar, e sabemos que a culpa vai ser do maloqueiro. Podemos ser completamente desleixados com banheiros públicos, e sabemos quem é o culpado. Podemos abrir embalagens e consumir produtos no supermercado, e sempre haverá um suspeito mais suspeito que nós. Mais ainda, nos momentos de raiva, especialmente quando a cidade está uma droga por tudo aquilo que nós imputamos aos maloqueiros, podemos purgar nossas raivas e frustrações ao reclamar, xingar e protestar contra os maloqueiros; exigir atitudes das autoridades e cogitar, com a indignação dos justos, a erradicação dos maloqueiros.

Mas este seria o nosso pior pesadelo. Não o queremos. Odiamos, desprezamos e abominamos os maloqueiros, mas queremos que eles fiquem conosco, ao nosso redor. Sem eles, perderíamos nossos bodes expiatórios preferidos, e seríamos abandonados às conseqüências de nossa própria hipocrisia preguiçosa. Teríamos que responder pelos nossos atos e olhar para eles. Teríamos que encarar o duro fato de que nós, a maioria de nós, pelo menos, somos tão maloqueiros quanto eles. E que nos odiamos e desprezamos por isso, mas não teríamos onde despejar estes sentimentos.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ingenuidade e Ignorância



Não sei se me tornei velho, cansado e rabugento demais. Talvez. Não sei se o mundo mudou tanto que eu simplesmente perdi o foco e o senso das coisas. Quem sabe. Mas sei que estou farto de discussões inúteis e minha paciência já se esgotou de ouvir tantas gargantas rosnando fúrias aos quatro ventos, sem ao menos um segundo de reflexão. Antes de gritar e clamar por coisas, é preciso entender como elas funcionam, para não reclamar de um possível depois.

Desde o ano passado eu vejo e escuto, aqui e ali, clamores pela renúnca ou pelo impeachment da nossa presidente recém reeleita. O simplismo imediatista e a falta de racionalidade fazem uma massa (cheia de críticas, mas nada crítica) acreditar que a mera remoção da presidente de seu posto vai corrigir o país. Ingenuidade de mãos dadas com a ignorância...

Quando um presidente é afastado ou renuncia, quem assume o lugar é seu vice. Mas isso todo mundo parece esquecer. Uma eventual saída de Dilma colocará Temer no lugar, o que provavelmente fará trocar de mãos meia dúzia de ministérios e fim de papo. Nada de novo no front.

A ingenuidade faz os inconformados pensarem que a mera troca da presidente fará o Brasil mudar. Mas ela sairá sozinha... os deputados e senadores serão os mesmos, a estrutura de governo será a mesma. Todos os fazedores de políticas (especialmente aqueles que se locupletam com elas), os sanguessugas incógnitos ao vulgo, em cargos com livre acesso a gordos orçamentos, continurão em seus postos. E nós? Festejando um “sucesso da democracia”, sem perceber nossas próprias caras de palhaço.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Herança



Volta e meia nos vemos frente à contingência de descartarmos coisas. Nesta situação, alguns de nós são assaltados por aquele pensamento: “isto pode ter alguma utilidade” frente a alguma coisa vencida e esquecida no fundo de algum armário ou caixa. Simplismos à parte, o que fazer com coisas que pertencem a uma vida à qual não mais pertencemos? Nunca vi falar de cadáveres voltando para buscar seus velhos sapatos e chapéus.

Verdade seja dita, morremos várias vezes ao longo da vida, e os inconscientemente avaros se tornam ciumentos depositários de pertences de defuntos sucessivos de si mesmo. De fato, algumas podem até ter utilidade, mas outras, por mais aspecto de novas e frescas que apresentem, são pertences de um morto e devem ser tratadas como tal. A própria Natureza, criadora e destruidora, não possui pejos de se desfazer do que quer que seja. Por que nós, lampejos passageiros, deveríamos te-lo?

Mais um Dia



Ouve-se falar, volta e meia, sobre políticas públicas (ou da falta delas) para recuperação de viciados em entorpecentes. Fala-se um bocado sobre falta de instalações, de leitos de hospital, de profissionais, de dinheiro, enfim, toda uma fauna de problemas. Ao mesmo tempo, ouve-se falar do alto índice de recaídas, de pessoas desintoxicadas e tratadas que voltam ao vício.

Conforme os entendidos na matéria, o problema do vício em drogas não é apenas uma questão da droga em si, de seu efeito bioquímico, mas também do que leva uma pessoa à droga (a bem da verdade, nem precisa ser uma droga, propriamente dita, pode ser comida também), ou a ela a faça retornar. Um elemento notavelmente comum aos viciados é a falta (real ou percebida) de perspectivas ou de significado na vida. A que retornaria um morador de rua desempregado ao sair da reabilitação? A uma calçada, ao lixo, à indiferença do vulgo,  ao barulho dos carros e a um enorme nada.

Mas a falta de perspectiva não é um atributo exclusivo da miséria e da exclusão. A riqueza e a fartura, per se, não trazem significado à vida de ninguém (embora proporcionem graus de liberdade que a miséria restringe). Além do mais, o esforço de se manter dentro das expectativas e aparências demandadas por certos estratos sociais podem, certamente, nublar a perspectiva que uma pessoa tem a respeito de si e de sua vida.

Tanto no caso do abastado, quanto no do miserável, a dita “vida real” é percebida como indigesta, um lugar para onde, racionalmente, até poderiam querer voltar, mas de onde suas emoções os dizem para fugir. E há muitas rotas de fuga...

Governos e instituições podem comprar medicamentos, pagar médicos, internar pessoas, enfim, mas não podem dar (ou devolver ou substituir) uma vida a ninguém. Podem impor uma, que mais cedo ou mais tarde será rejeitada.

Conforme os especialistas, e os próprios pacientes em recuperação, a maior parte do esforço para sair do vício deve ser feita pelo paciente. Um esforço que não passa só pelo resistir mais um dia àquela vontade maldita, mas também pela construção de um destino para sua vida, de algo que o faça querer viver mais um dia.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Questão de Opinião

É muito positivo ter idéias próprias, da mesma forma, também, que é positivo analisar e ter opiniões sobre idéias de outrem. É desta forma que surgem os debates, os confrontos de idéias, e o nascimento de novas idéias.

O exercício da opinião e a expressão de idéias deve ser uma manifestação do livre-arbítrio. Afinal, liberdade de expressão é ter a liberdade de não dizer nada, quando não se quer. Nestes tempos bicudos, onde ser afiado é uma necessidade, existe uma pressão social implícita, uma obrigação não-dita, de que todo mundo tenha que ter opinião sobre tudo. Parece ser inconcebível, na Era da Informação, dar-se ao luxo de não refletir sobre alguma questão. Meio que um fruto indireto disso, a profusão de blogs, posts e comentários de notícias, palpitando sobre tudo, abundam na internet.

De novo, ressalto, opinar é importante. Expressar-se é vital. Mas a opinião não vem do nada. A construção da opinião a respeito de algum assunto nasce de toda uma gama de conhecimentos e experiências de vida. Uma opinião bem formada demanda perspectiva. Infelzmente não é o que se tem visto. Os textos são cada vez mais superficiais, as "pequenas pílulas de informação", como se ouve por aí. As notícias tornaram-se pouco mais do que headlines. Pudera, com a velocidade que se espera - e se demanda, sabe-se lá por que a razão de tanta pressa - não há tempo para profundidade. Entre palavras-chave pinçadas aqui e ali, e raciocínios apressados sem um substrato adequado, temos a situação que se apresenta a nós. Basta acessar qualquer site de notícias e verificar a quantidade de descalabros nos comentários. Resultado de uma notícia mal-redigida, um texto mal lido e mal interpretado e mal analisado, tendo como base idéias superficiais e difusas.

O resultado? A superficialidade se propaga de forma exponencial, pois a fonte de conhecimento de muitos nessa era digital é a opinião superficial de outros. Perspectivas para o futuro? Não sei... prefiro me abster de opinar sobre isso.

Não deixem de usar seus neurônios!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Seleção Natural, Evolução e Extinção

Segundo Darwin, em sua obra mais célebre, as espécies evoluem e se adaptam ao ambiente onde vivem, segundo o mecanismo da seleção natural. Os mais aptos, mais capazes de sobreviver em um dado ambiente, vivem tempo suficiente para se reproduzirem. Com o tempo, estes exemplares acabam sendo o paradigma para aquela espécie. Exemplares que não conseguem se adaptar ao ambiente, não sobrevivem tempo suficiente para se reproduzir. Com o tempo, acabam por desaparecer. E mais uma espécie se extingue.

Claro, estamos falando de seres vivos em um ecossistema. Entretanto, é plenamente possível aplicar um raciocínio análogo a uma área um tanto mais abstrata: a linguagem. De forma análoga a seres vivos, palavras, expressões e arranjos sintáticos também dependem de um mbiente propício para viver tempo o suficiente para se reproduzirem, sob pena de desparecerem, senão completamente, pelo menos parcialmente, restando como exemplares em listas de espécies extintas ou ameaçadas.

O fato é que muitas palavras estão caindo em desuso, pelo puro fato de serem por demais específicas, por demais detalhadas, especializadas. As pessoas, que são o ambiente onde as palavras e expressões vivem e se reproduzem, se tornaram, ao longo do tempo, cada vez mais simplistas, e parecem estar cada vez menos capazes de raciocínios elaborados ou meramente um pouco mais sofisticados. Pode ser uma condição orgânica que tenha se desenvolvido, ou meramente o fruto de uma rotina mecanizante, e intervalos preenchidos por atividades isentas de raciocínio. O que quer que seja, raciocínios e idéias mais sutis, puros, claros e detalhados estão desaparecendo por pura "falta de capacidade de processamento". E, com eles, as formas de expressá-los adequadamente.

Os léxicos das pessoas estão ficando cada vez menores, com preferência a construções mais simples e palavras de uso mais geral. De fato, idéias refinadas exigem construções e palavras apropriadas. De tal forma que, quem se expressa de forma correta (ou o mais próximo disso) corre o risco de não ser compreendido. Pior ainda, a tradução de idéias mais sutis e sofisticadas em construções mais simples e generalistas causa danos e distorções irreversíveis.

E as palavras, estes nobres espécimes, acabam por jazer esquecidas em dicionários cada vez menos consultados. Formas delicadas demais para sobreviver no deserto árido que se tornou a cognição geral. Frente ao embrutecimento inevitável da linguagem, deixo aqui registrado este singelo lamento. A linguagem é uma forma de memória. E se isso se perder, o que seremos? Andarailhos mecanizados esquecidos de que um dia tiveram passado?

Mas enquanto houver vida, haverá esperança. Quiçá, uma reserva ecológica.

Não deixem de usar seus neurônios!!

domingo, 15 de abril de 2012

Sur Les Pensées

Les pensées sont un sujet de la philosophie et beaucoup des autres champs d'étude depuis long temps. Aujourd'hui, la science a mis a pierre sur la question: pour lui - en vérité, les scientistes - les pensées sont le produit de la activité du cervau.

Cette idée n'est pas sans logique, en fait, elle suit la notion de cause et effet. Les neurones s'activent dans une région du cervau, ce que active quelques autres neurones en suite, et tout ça. Comme la science a determiné que quand quelqu'un pense, les neurones sont actives et que quand quelqu'un ne pense pas, in n'y a pas, activité neuronale, la conclusion est que les neurones sont la origine des pensées.

Cependant, si nous pouvons penser de cette façon, on peux penser, donc, qui la activité electique dans un circuit est la résponsable pour la activité d'un programme d'ordinateur. Mais c'est faux, c'est le programme qui est la cause de la activité electrique dans les ordinateurs, non le contraire. Pourqui nous ne pouvons pas penser la même chose de notres pensées? Notres pensées pouvons étre, lui mêmes, la cause - non le consequence - de la activité neuronale.

Je n'ai pas la réponse de la question de "oú sont les penséss? Oú restent-ils?" ni "Quelle est sa matière?" Je voulais, seulement, poser quelque point pour reflexion.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fast Food

Andando pelas livrarias da vida, podemos ver uma profusão de lançamentos a cada dia. Muitos best-sellers, com capas atrativas e nomes chamativos. Entretanto, quando paramos alguns minutos para ler a sinopse e ver do que se trata, a decepção é quase certa. Para quem já tem uma certa bagagem literária - com a inevitável dose de livros ruins - fica fácil detectar roteiros óbvios, personagens batidos e tramas superficiais. Considerando a tendência humana (animal, aliás) de imitação... não, imitação é um termo muito duro, inspiração é melhor, não é difícil perceber também que as histórias são, em última análise, releituras malfeitas de histórias pretéritas que tiveeram sucesso.

Para quem aprecia uma leitura de qualidade, ou está meramente ciente de que está lendo algo de má qualidade de caso pensado, a difículdade em achar leituras boas chega a ser depressiva. E o sucesso que livros fracos e caquéticos fazem é tão deprimente quanto. Mas era justamente neste ponto que eu queria chegar.

Ler é preciso, é fundamental. A não ler nada, sempre é preferível ler alguma coisa, nem que seja revistinha de sacanagem (de fato, algumas publicações contam com um staff jornalístico bem gabaritado). É como comer. A morrer de fome, é melhor comer algo, nem que seja McDonalds. Mas sabemos (eu espero) que McDonalds não tem um valor nutritivo dos melhores, e que não se pode viver exclusivamente, ou majoritariamente, de McDonalds, sob pena de excesso de peso, entre outras moléstias. Um raciocínio análogo se aplica às leituras de "baixo valor nutritivo" . Satisfazem a necessidade de leitura, mas não acrescentam à pessoa. Se a pessoa não transcender a essa dieta literária pobre, ficará limitada pelo inchaço causado pelos clichês batidos e personagens rasos. Mas ler livros ruins faz parte da educação literária de uma pessoa, é uma etapa que não pode ser apagada.

Claro, o julgamento sobre o que seria um livro ruim ou não é bem mais subjetivo do que o julgamento sobre o grau nutritivo de algum alimento qualquer. Mesmo sendo uma opinião pessoal, não me furto de emiti-la.

Como palavra final, deixo um último devaneio: será que essa superficialidade onipresente não é apenas um reflexo da superficialidade do próprio ser humano?

Não deixem de usar seus neurônios!!