sábado, 26 de dezembro de 2009

Post Atrasado

Bem, eu deveria ter postado isto em 20 de dezembro, entretanto, outros compromissos me fizeram esquecer. O que foi uma pena, teria sido mais legal, mas creio que ele vá entender.

Há 13 anos, em 20 de dezembro de 1996, faleceu um dos maiores (na minha opinião, o maior) divulgadores da ciência da atualidade, Carl Sagan. Infelizmente eu era jovem demais nos anos oitenta, na época da transmissão do seu seriado, Cosmos. Graças à internet e ao Youtube eu tive a oportunidade de trazer de volta do passado algo que eu julgava perdido.

Meu primeiro contato com Sagan, curiosamente, foi de um excerto de um episódio de Cosmos, em um livro de Língua Portuguesa. O texto se chamava "Quem Responde Pela Terra?", no qual ele falava acerca da guerra nuclear (uma ameaça iminenete na época da transmissão da série). De novo, eu não tinha como abarcar totalmente o conteúdo daquele texto. Mas eu sabia que ele falava de estrelas, e isso atraiu minha curiosidade.

Tempos depois, li "Contato" e assisti o filme do mesmo nome, agora com condições de entender mais coisas, mas ainda assim algumas fichas não cairam.

O tempo passa, e passa... eu creço, amadureço, conheço pessoas, conheço idéias e, um dia, descubro um vídeo na internet: "God, the Universe and Everything Else", no qual Sagan, Stephen Hawkings e Arthur C. Clarke são entrevistados, ao mesmo tempo, por Magnús Magnússon, em 1988. Quatro senhores de idade falando sobre ciência e se divertindo como crianças. Fiquei facinado.

E enfim, encontrei os episódios de Cosmos. Não sei explicar, foi como entrar em uma máquina do tempo e reencontrar um amigo de outra vida. Para mim, uma das coisas mais fascinantes era ver o carinho com que ele falava sobre o Cosmos e sobre o nosso próprio planeta. Outra coisa que eu registrei foi a sua postura humilde, caracterísca tão necessária aos buscadores da verdade.

Mas a Natureza chamou-o de volta, e treze anos já se passaram. Espero, sinceramente, que esse Pálido Ponto Azul seja um melhor lugar para se viver quando ele voltar. E espero que nessa vida eu possa conhecê-lo. Eu não sei, mas creio que certamente seríamos amigos.



Citando uma de suas passagens: "We are stardust harvesting starlight".

Não deixem de usar seus neurônios!!

sábado, 26 de setembro de 2009

Quis Custodiet Ipsos Custodes?

Very well, in my last writing, I have dealt with the idea of an absolute (to some extent, dictatorial) government. As I have said, the ruler would be chosen by merit and wisdom. He (or she) would need to deserve to be the leader. But there are problems. What measures the merit of somebody? What measures his (or her) wisdom? Who can judge it?

Nobody can stand up and say "I deserve, I must be the leader", because it cannot be assured. And the personal opinion of somebody about himself (or herself) is worthless. A measure of merit, wisdom or deservance must be impartial. However, there is no such a thing. If there is no such method, who is wise enough (and reliable enough) to jugde the others? And, on their turn, who can judge them? And so forth. Who can judge the judges? Quis custodiet ipsos custodes?

Not to forget, we are abolishing here the "God's Will", or some related claims, so used by fanatics, lunatics and dishonests along the ages. NOBODY can talk by any God, neither proclaim its will. Out of question.

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Of course, we were dealing with the idea of a fair governor in an ideal setup of meritocracy. This is, by no means, real or even feasible in a country, for example. And it is not a good idea to count on other one's honestity. So, there is no other paths for our dictator then charisma and (when needed) force. Of course, he (she) must use his (her) charisma to show his (her) merits.

Don't forget using your neurons!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

What About Being a Dictator?

This is my first post written in English. I believe that, sometimes, it is a good idea to make the things in a different way. Well, as I am a capricornian, sometimes I have some delusions of power. And I get myself dealing of the idea of being a kind of ruler. Not a democratic one, this is not the way of a capricornian.

There is a basic and essential problem in democracy. In a democracy, the government is intended to be chosen by the people. But the people is too dumb, too short-minded, too superficial to realize their real needs. Moreover, there are other members on a democratic government, such as senators, judges, ministers, and all sort of parasites, only concerned with their own businesses, instead of the people who put them there, with a handful of exceptions (which end up silent or dead, after all).

No matter how much education you provide to the people, how much information, science, good examples. Only a few people make good use of these notions, being the other ones, the vast majority, only concerned with silly things. They don't know, neither want to know anything else, just awaiting to be fooled by someone a little smarter than themselves. If they are unable to carry out their own lives, it reasonable to suppose that they are not able to intefere with the destiny of the nation.

For this reason, I defend a form of absolutism. Of course, by now absolutism walks side by side with the notion of dictatorship (mainly if we consider our current notions of democracy). Of course, it would not be an absolute government inherited from some bloodline with "divine rights". Instead, it would be conquered by merit and wisdom. Because people don't know what is right, so, somebody wise enough must show them the right direction and push them into this direction.

Of course, this is not an easy matter. People are too lazy, and some form of "incentive" must be provided, in order to put in motion some more complicated issues. By the way, if people were not so lazy, maybe an absolutism would not be necessary.

However, as I said, not all people are dumb. Some people think and, from these ones, some would not agree with this kind of government. This group is divided into two parts. One part is too static, and would only be growling around, nothing to be considered dangerous. The other part is the big problem. Besides being able to think, they are able to convince others - dumb people - that the government is wrong, and must be overtaken "on behalf of everybody". Of course, there is sincere ones, idealistic, thinking that everybody, like them, can think and decide things by themselves. But the majority wants only to pull the strings of this dumb mass, in order to achieve power. So, the riots begin... and the riot control... and all the order starts to crumble.

Apart from these external factors, other ones may - and certainly do - disturb an absolutist government. A king/emperor/dictator may not by everywhere, everytime, he is not a god. He must assign tasks to subordinates, and must trust them and believe that they are doing the best. But the things don't work this way, because people is DUMB, LAZY and EGOISTIC. Of course, if something goes wrong, it's government's fault, not somebody's fault. This way, the governor image gets damage, no matter how well he performs.

In future posts, I'll discuss some other points of dictatorship and present some way of dealing with the hardships I presented here.

Don't forget using your neurons!!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Anatomia da Paranóia

O cara é elegante. Ele faz discursos empolgantes. Ele é diplomático, sempre tem a palavra certa, na hora certa, para a pessoa certa. Todos os seus movimentos são milimetricamente calculados, inclusive para matar uma mosca inoportuna. Menino de origem humilde, mãe batalhadora, uma mulher exemplo. Bom marido, bom pai. O primeiro presidente negro (ma non troppo) dos Estados Unidos. A salvação, o Messias prometido, o herói, o homem que vai tirar o povo o país da complexa situação em que estão. Ele é mítico.

Ele é Barack Hussein Obama.

Entretanto... eu aprendi com a minha desconfiada e ariana mãe que "quando a esmola é demais, o santo desconfia". Não sei o que o cara é, isto é apenas um exercício de especulação. Eu espero...

Eu apenas enunciei alguns fatos sobre Mr. Obama. Ele realmente parece perfeito. Existe todo um aparado midiático, contando a história vitoriosa e a vida virtuosa deste homem. O passado humilde, tudo o mais. Todos os elementos devidamente costurados para compor a história de um herói, um salvador. Que chegou em boa hora, diga-se de passagem.

Claro, ele não é Satã, nem enviado de Satã (que, aliás, não existe), como alguns fundamentalistas fanáticos (e racistas) religiosos americanos estão espalhando por aí. O que eu especulo é bem real, fruto de uma estratégia de longo prazo para escravização.

Você pode escravizar as pessoas pela força, o que gera rebeldia... você pode tomar a liberdade das pessoas na marra, o que gera conflitos. Ou as pessoas podem abdicar voluntariamente de suas liberdades em nome de um bem maior, guiados por um lider salvador. E ele é um lider salador...

Existem duas grandes sacadas para controlar massas: ídolos e medos. Quanto maiores, mais funcionam. Primeiro, G.W. cria os monstros: a AlQaeda e a crise mundial (a crise é um follow-on do 11/9, e foi cuidadosamente engendrada). Ele cria o medo, cria a guerra contra o terror, cria os fantasmas, cria a crise, cria a vigilância, cria a paranóia. E cria um terreno fértil... Ele cria a necessidade por um herói.

E a mídia cria esse herói. E o vende. E os desavisados compram. Porque ele fala de mudança. E fala bem, empolga os jovens. E tem um grande apelo emocional por trás: ele é negro. O disfarce perfeito para convencer negros. De dentro e de fora. Ele tem (como eu já disse) um passado comovente. Quase (!?) saído de algum livro de algum escritor qualquer. Comovente... A isca perfeita. Ele prometeu tudo o que as pessoas queriam conseguir, e falou tudo o que elas queriam ouvir.

E foi criada a opção. Um ex-prisioneiro de guerra, conservador, senil, e com todo o aspecto de continuar a política desastrosa do antecessor. Devidamente acompanhado de uma fanática de mente vazia, um verdadeiro chamariz de atenção e comentários. Fumaça e espelhos... voilá!

Podem ser apenas especulações paranóicas, e eu posso meramente estar errado. Mas que ele me pareceu artificial demais (tão artificial quanto os jardins da PUC), pareceu.

Não deixem de usar seus neurônios!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Analfabetismo Funcional - Uma Questão de (Falta de) Educação

Antes de fazer os comentários que eu gostaria, convém que eu deixe definido de maneira clara o termo "analfabetismo funcional". Para quem não tem interesse (ou paciência, ou tempo), a seção seguinte pode ser pulada. Anyways, eu recomendo a leitura, para que o termo fique bem delimitado.

Definição

Segundo a Wikipedia:

"Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças e textos curtos; e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade."

Agora o causo...

Sou uma pessoa do ambiente acadêmico. Convivo com alunos, professores, pesquisadores e outros atores do cenário científico. E claro, convivo com os invisíveis, as pessoas que dão duro para fazer a máquina funcionar, ainda que (vistos pela maioria como) meras engrenagens: faxineiras, seguranças, e outros funcionários. A diferença de escolaridade entre o primeiro grupo e o segundo (pelo menos em alguns segmentos deste) é obviamente acentuada.

Não seria ilógico nem irrasoável esperar que alunos, pesquisadores e professores de uma IES soubessem ler e interpretar textos. Isso faz parte do trabalho científico, enfim. Constato, entretanto, que as coisas não são bem assim, pelo menos no meu ambiente. Cheguei à dolorosa conclusão de que meus colegas são, em sua maioria, analfabetos funcioais. Cheguei a esta conclusão de maneira um tanto incômoda.

No Instituto onde eu (finjo que) pesquiso, existem diversas lixeiras, aproximadamente metade destinada a lixo reciclável, e as restantes a lixo orgânico (borra de café, erva-mate, cascas de frutas, enfim). Todas com um cartaz identificando qual tipo de lixo deve ser colocada em cada uma, com exemplos. Para o meu desgosto e revolta, sempre que vou esvaziar minha cuia, eu encontro as lixeiras destinadas a este fim cheias até a borda com garrafas plásticas, copinhos, e toda sorte de lixo errado. Lixo ali colocado por pessoas de curso superior, supostamente instruídas, e o que é pior, instrutoras de outrem.

Fico me perguntando a qualidade de um processo seletivo que permite a admissão, como professores e alunos, de analfabetos funcionais, incapazes de entender o que deve ser posto em um simples cesto a partir de uma (tão simples quanto) enumeração de itens. Para resolver este problema, só existe um remédio: EDUCAÇÃO!

Falta ainda uma pergunta a ser feita: de onde vem essa falta de educação?

OBS: ande por aí e veja se a faxineira coloca o lixo no lugar errado... Percebeu a diferença?

Não deixem de usar seus neurônios!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Post Intermediário Curto #2

Notícia do site Yahoo: Refrigerante à base de cola murcha os músculos

Conclusões óbvias:
1. Coca-Cola é desbundante.
2. Todos os que bebem coca-cola são bundas-moles.

Não deixem de usar seus neurônios!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vida Dupla

Não gosto de falar de mim mesmo. Acredito que a vida de alguém seja de somenos importância quando comparada com outros assuntos. Além do mais, como eu já li em algum lugar: "grandes pessoas falam de idéias, pessoas normais falam de eventos, pessoas medíocres falam de pessoas". E falar de mim mesmo seria falar de uma pessoa, o que faria de mim alguém medíocre, uma idéia que eu prefiro afastar.

Mas, como um concessão à minha regra não-formal, terei que usar minha persona como tema, ainda que parcialmente.

Não somos o que parecemos, isso todo mundo sabe. Algumas pessoas se aproximam mais da imagem que passam (ou querem passar), outras menos. A questão é que, para sobreviver na dita sociedade capitalista competitiva, precisamos agir de certas formas padronizadas. Isto é esperado de nós, gostemos ou não. Algumas pessoas têm isso na mente, essa programação profunda. A ânsia por mais, seja uma carreira melhor, um salário maior, um carro novo, uma bunda mais bonita, seios maiores, a esposa mais gostosa, tanto faz. Temos sempre que fazer o esforço de ser sempre melhor que todos os outros, porque, se não formos o melhor, seremos derrubados.

Acontece que alguns comportamentos são incompatíveis com a sobrevivência nessa selva. De repente, percebemos que esse jogo é todo falso. Afinal, precisamos mesmo ser os melhores? Precisamos superar todo mundo? Precisamos ser lindos? Precisamos ter tudo? Ter o bastante não basta?

Não dá certo. Esse tipo de pensamento é visto como "acomodação", "falta de ímpeto", "desmotivação". Vejamos um exemplo: existe uma corrida desenfreada por publicações na ciência, precisamos sempre gerar mais papel que todo mundo, e ser revolucionários.

E aí entro eu. Cada vez mais me dou conta que cada vez menos coisas são importantes. Eu tenho que ser melhor do que o que eu fui ontem, não melhor que todo o resto do mundo. Eles andam no passo deles, eu no meu. Eu não preciso ganhar mundos e fundos, só quero o suficiente para viver sossegado. Não quero ser um super hiper grande master... isso é vaidade desnecessária. Isso é meu eu interno, cada vez mais apartado das questões da matéria. Mas eu tenho que sobreviver na ciência, mas não tenho a menor vontade de me engajar em uma corrida sem nexo por papéis com meu nome, mas assim mesmo eu faço isso. Finjo que me importo, finjo que jogo o jogo, mas não estou nem aí. Já que o eu de verdade não tem lugar na selva, criei um eu de mentirinha. Quanto tempo isso vai durar, eu não sei. Mas viver uma vida dupla é sacal.

Não deixem de usar seus neurônios!!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Causas (Perdidas) e Efeitos (Colaterais)

Artigo veiculado no site Yahoo!!: Facilidade em obter o divórcio torna relações mais superficiais

Bem, eu só vejo tamanho acúmulo de bobagem quando eu leio algo escrito por algum político ou algum religioso debilóide. De acordo com a pessoa que fez a análise, a maior facilidade em se dissolver uma relação (no sentido judicial da dissolução), é uma das causas da superficialidade das relações, isso porque, segundo ela, as pessoas tenderiam a ir se separar em vez de enfrentar os problemas juntos. E eu digo que isso é uma tremenda bobagem.

Só que a anta (pelo que eu entendi na matéria, é uma mulher) esqueceu que as relações JÁ SÃO SUPERFICIAIS DEMAIS. Não foi esse novo regulamento que causou ou vai aumentar esse comportamento. Simples assim.

As relações superficiais são frutos do egoísmo dos nossos dias de fast-tudo. Fast-food, fast-friends, fast-fun. Sem compromisso, sem cobrança, sem vínculo. Comida em dose única. Amor em dose única. Basta observar o fenômeno denominado "ficar". Namorada/namorado de meia hora, uma hora, duas... tanto faz. Ninguém ali dá a minima um para o outro. Quem se propõe a isso tem a profundidade de um prato, quando muito.

A anta que fez pesquisa esqueceu de notar que casais que se separam judicialmente já estão separados como casal há muito tempo. Não é um vínculo legal que faz uma relação. A facilidade da dissolução do vínculo legal é apenas uma necessidade gerada pela facilidade de dissolução do vínculo pessoal. Vínculo, aliás, que anda cada vez mais raro.

Retomando o argumento: a nova lei não vai fazer os relacionamentos mais fracos, apenas vai diminuir uma burocracia desnecessária.

Nem vou comentar o resto dos argumentos que ela coloca explicando a superficialidade das relações. É um acúmulo de abobrinhas digno de alguma CEASA. Dá a impressão de que o ser humano é um autômato estúpido, pilotado por estímulos externos e um programa de comportamento. Sinto muito, mas eu não sou uma "tecla de piano" (valeu, Dostoievsky).

Não esqueçam de usar seus neurônios!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Post Intermediário Curto #1

Eventualmente tenho alguns flashbacks de quando eu era bem pequeno. Coisas que aconteceram num passado distante e, sabe-se lá por que razão, emergem.

Recentemente lembrei de uma passagem da minha distante infância (far, far away...). Minha irmã brincando com algumas gurias, a alguma distância, e eu, óbvio, o irmão pequeno e chato, isolado. E fui pra volta do meu pai, que estava sentado em um banco na calçada. E ele começou a falar das estrelas. Não lembro de quase nada, mas lembro da idéia que ele passou e meia dúzia de palavras, que eu sintetizei nessa frase.

"Eles olham para nós e também enxergam um pontinho de luz."

Acho que ele queria dizer que também tinha gente naqueles pontinhos de luz. Talvez...

Não esqueçam de usar seus neurônios!!

domingo, 3 de maio de 2009

A Democracia Viciada - Parte I

Algum eventual xiru vago, perdido na blogsfera, que tenha lido posts anteriores, pode eventualmente pensar que sou um adepto da extrema-direita. Isso não é raro, sendo um efeito causado pela intolerância e "ódio no coração" inerente aos nascidos sob o mesmo signo que eu (Capricórnio). Bom, se interessa a alguém saber (o que eu duvido), me considero apolítico (embora politizado). Soa paradoxal? Fica pior... Me tornei apolítico justamente pelo fato de ser politizado.

Eu tenho uma percepção um tanto pessoal dos vais-e-vens políticos, a tal ponto que peguei nojo de "-ismos" e ideologias, que envenenam o debate político, protelam o importante, e meramente trazem desordem ao cenário. Mas não vou falar de -ismos, mas de política em geral. Mais especificamente, de um aspecto muito alardeado e pouco compreendido, e claro, sob a lente da minha visão pessoal (e a única que importa, já que não dou absolutamente nenhuma importância à visão alheia - até escuto e debato, mas faço questão de catalogar na gaveta de inservíveis) sobre isso.

Muito bem, vamos à tal "democracia".

Definições

De acordo com a Wikipedia (espero sinceramente que o indivíduo que postou a informação tenha boas fontes): http://en.wikipedia.org/wiki/Democracy

"Democracia é uma forma de governo na qual o poder estatal é estabelecido pela maioria dos cidadãos de um país. É derivada do grego "demokratia" (governo popular), que foi cunhada de "demos" (povo) e "kratos" (mandato, força), no meio do quinto-quarto século AC para denotar sistemas políticos então existentes em algumas cidades-estados gregas, notavelmente Atenas, após um levante popular em 500 AC.

Em teoria política, democracia descreve um pequeno número de formas relacionadas de governo que também uma filosofia política. Mesmo assim, não há uma definição universalmente aceita de "democracia". Há dois princípios que qualquer definição de democracia inclui. O primeiro princípio é que todos os membros da sociedade (cidadãos) têm igual acesso ao poder e o segundo é que todos os membros (cidadãos) disfrutam universalmente de certas liberdades."

A parte importante fica no segundo parágrafo. Em síntese, diz que a maioria manda, que qualquer indivíduo pode acessar o poder.

Na maioria dos países ditos democráticos a separação entre os poderes está definida na Constituição. A saber, o Poder Legislativo (responsável por elaborar as leis), o Poder Executivo (responsável pelos trâmites administrativos) e o Poder Judiciário (responsável pela fiscalização da aplicação das leis). Os poderes são interdependentes entre si e um não é mais forte que o outro, de forma que haja um equilíbrio. Esta doutrina de separação dos poderes foi difundida por Montesquieu, em sua obra "O Espírito das Leis".

Viajando na Maionese

Nas democracias, o povo elege representantes, os quais, teoricamente tomam decisões em nome daqueles lá os colocaram. Em uma situação teórica e utópica, os representantes populares abdicariam de suas posições pessoais e seriam as vozes e maniestações daqueles que lá os colocaram. Por exemplo, Barack Obama não é mais Barack Obama, ele é o povo americano.

Estas primeiras palavras foram necessárias para deixar alguns conceitos mais claros. Agora vamos analisar os furos nesse queijo.

Não esqueçam de usar seus neurônios!!