Artigo veiculado no site Yahoo!!: Facilidade em obter o divórcio torna relações mais superficiais
Bem, eu só vejo tamanho acúmulo de bobagem quando eu leio algo escrito por algum político ou algum religioso debilóide. De acordo com a pessoa que fez a análise, a maior facilidade em se dissolver uma relação (no sentido judicial da dissolução), é uma das causas da superficialidade das relações, isso porque, segundo ela, as pessoas tenderiam a ir se separar em vez de enfrentar os problemas juntos. E eu digo que isso é uma tremenda bobagem.
Só que a anta (pelo que eu entendi na matéria, é uma mulher) esqueceu que as relações JÁ SÃO SUPERFICIAIS DEMAIS. Não foi esse novo regulamento que causou ou vai aumentar esse comportamento. Simples assim.
As relações superficiais são frutos do egoísmo dos nossos dias de fast-tudo. Fast-food, fast-friends, fast-fun. Sem compromisso, sem cobrança, sem vínculo. Comida em dose única. Amor em dose única. Basta observar o fenômeno denominado "ficar". Namorada/namorado de meia hora, uma hora, duas... tanto faz. Ninguém ali dá a minima um para o outro. Quem se propõe a isso tem a profundidade de um prato, quando muito.
A anta que fez pesquisa esqueceu de notar que casais que se separam judicialmente já estão separados como casal há muito tempo. Não é um vínculo legal que faz uma relação. A facilidade da dissolução do vínculo legal é apenas uma necessidade gerada pela facilidade de dissolução do vínculo pessoal. Vínculo, aliás, que anda cada vez mais raro.
Retomando o argumento: a nova lei não vai fazer os relacionamentos mais fracos, apenas vai diminuir uma burocracia desnecessária.
Nem vou comentar o resto dos argumentos que ela coloca explicando a superficialidade das relações. É um acúmulo de abobrinhas digno de alguma CEASA. Dá a impressão de que o ser humano é um autômato estúpido, pilotado por estímulos externos e um programa de comportamento. Sinto muito, mas eu não sou uma "tecla de piano" (valeu, Dostoievsky).
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Post Intermediário Curto #1
Eventualmente tenho alguns flashbacks de quando eu era bem pequeno. Coisas que aconteceram num passado distante e, sabe-se lá por que razão, emergem.
Recentemente lembrei de uma passagem da minha distante infância (far, far away...). Minha irmã brincando com algumas gurias, a alguma distância, e eu, óbvio, o irmão pequeno e chato, isolado. E fui pra volta do meu pai, que estava sentado em um banco na calçada. E ele começou a falar das estrelas. Não lembro de quase nada, mas lembro da idéia que ele passou e meia dúzia de palavras, que eu sintetizei nessa frase.
"Eles olham para nós e também enxergam um pontinho de luz."
Acho que ele queria dizer que também tinha gente naqueles pontinhos de luz. Talvez...
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
Recentemente lembrei de uma passagem da minha distante infância (far, far away...). Minha irmã brincando com algumas gurias, a alguma distância, e eu, óbvio, o irmão pequeno e chato, isolado. E fui pra volta do meu pai, que estava sentado em um banco na calçada. E ele começou a falar das estrelas. Não lembro de quase nada, mas lembro da idéia que ele passou e meia dúzia de palavras, que eu sintetizei nessa frase.
"Eles olham para nós e também enxergam um pontinho de luz."
Acho que ele queria dizer que também tinha gente naqueles pontinhos de luz. Talvez...
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
domingo, 3 de maio de 2009
A Democracia Viciada - Parte I
Algum eventual xiru vago, perdido na blogsfera, que tenha lido posts anteriores, pode eventualmente pensar que sou um adepto da extrema-direita. Isso não é raro, sendo um efeito causado pela intolerância e "ódio no coração" inerente aos nascidos sob o mesmo signo que eu (Capricórnio). Bom, se interessa a alguém saber (o que eu duvido), me considero apolítico (embora politizado). Soa paradoxal? Fica pior... Me tornei apolítico justamente pelo fato de ser politizado.
Eu tenho uma percepção um tanto pessoal dos vais-e-vens políticos, a tal ponto que peguei nojo de "-ismos" e ideologias, que envenenam o debate político, protelam o importante, e meramente trazem desordem ao cenário. Mas não vou falar de -ismos, mas de política em geral. Mais especificamente, de um aspecto muito alardeado e pouco compreendido, e claro, sob a lente da minha visão pessoal (e a única que importa, já que não dou absolutamente nenhuma importância à visão alheia - até escuto e debato, mas faço questão de catalogar na gaveta de inservíveis) sobre isso.
Muito bem, vamos à tal "democracia".
Definições
De acordo com a Wikipedia (espero sinceramente que o indivíduo que postou a informação tenha boas fontes): http://en.wikipedia.org/wiki/Democracy
"Democracia é uma forma de governo na qual o poder estatal é estabelecido pela maioria dos cidadãos de um país. É derivada do grego "demokratia" (governo popular), que foi cunhada de "demos" (povo) e "kratos" (mandato, força), no meio do quinto-quarto século AC para denotar sistemas políticos então existentes em algumas cidades-estados gregas, notavelmente Atenas, após um levante popular em 500 AC.
Em teoria política, democracia descreve um pequeno número de formas relacionadas de governo que também uma filosofia política. Mesmo assim, não há uma definição universalmente aceita de "democracia". Há dois princípios que qualquer definição de democracia inclui. O primeiro princípio é que todos os membros da sociedade (cidadãos) têm igual acesso ao poder e o segundo é que todos os membros (cidadãos) disfrutam universalmente de certas liberdades."
A parte importante fica no segundo parágrafo. Em síntese, diz que a maioria manda, que qualquer indivíduo pode acessar o poder.
Na maioria dos países ditos democráticos a separação entre os poderes está definida na Constituição. A saber, o Poder Legislativo (responsável por elaborar as leis), o Poder Executivo (responsável pelos trâmites administrativos) e o Poder Judiciário (responsável pela fiscalização da aplicação das leis). Os poderes são interdependentes entre si e um não é mais forte que o outro, de forma que haja um equilíbrio. Esta doutrina de separação dos poderes foi difundida por Montesquieu, em sua obra "O Espírito das Leis".
Viajando na Maionese
Nas democracias, o povo elege representantes, os quais, teoricamente tomam decisões em nome daqueles lá os colocaram. Em uma situação teórica e utópica, os representantes populares abdicariam de suas posições pessoais e seriam as vozes e maniestações daqueles que lá os colocaram. Por exemplo, Barack Obama não é mais Barack Obama, ele é o povo americano.
Estas primeiras palavras foram necessárias para deixar alguns conceitos mais claros. Agora vamos analisar os furos nesse queijo.
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
Eu tenho uma percepção um tanto pessoal dos vais-e-vens políticos, a tal ponto que peguei nojo de "-ismos" e ideologias, que envenenam o debate político, protelam o importante, e meramente trazem desordem ao cenário. Mas não vou falar de -ismos, mas de política em geral. Mais especificamente, de um aspecto muito alardeado e pouco compreendido, e claro, sob a lente da minha visão pessoal (e a única que importa, já que não dou absolutamente nenhuma importância à visão alheia - até escuto e debato, mas faço questão de catalogar na gaveta de inservíveis) sobre isso.
Muito bem, vamos à tal "democracia".
Definições
De acordo com a Wikipedia (espero sinceramente que o indivíduo que postou a informação tenha boas fontes): http://en.wikipedia.org/wiki/Democracy
"Democracia é uma forma de governo na qual o poder estatal é estabelecido pela maioria dos cidadãos de um país. É derivada do grego "demokratia" (governo popular), que foi cunhada de "demos" (povo) e "kratos" (mandato, força), no meio do quinto-quarto século AC para denotar sistemas políticos então existentes em algumas cidades-estados gregas, notavelmente Atenas, após um levante popular em 500 AC.
Em teoria política, democracia descreve um pequeno número de formas relacionadas de governo que também uma filosofia política. Mesmo assim, não há uma definição universalmente aceita de "democracia". Há dois princípios que qualquer definição de democracia inclui. O primeiro princípio é que todos os membros da sociedade (cidadãos) têm igual acesso ao poder e o segundo é que todos os membros (cidadãos) disfrutam universalmente de certas liberdades."
A parte importante fica no segundo parágrafo. Em síntese, diz que a maioria manda, que qualquer indivíduo pode acessar o poder.
Na maioria dos países ditos democráticos a separação entre os poderes está definida na Constituição. A saber, o Poder Legislativo (responsável por elaborar as leis), o Poder Executivo (responsável pelos trâmites administrativos) e o Poder Judiciário (responsável pela fiscalização da aplicação das leis). Os poderes são interdependentes entre si e um não é mais forte que o outro, de forma que haja um equilíbrio. Esta doutrina de separação dos poderes foi difundida por Montesquieu, em sua obra "O Espírito das Leis".
Viajando na Maionese
Nas democracias, o povo elege representantes, os quais, teoricamente tomam decisões em nome daqueles lá os colocaram. Em uma situação teórica e utópica, os representantes populares abdicariam de suas posições pessoais e seriam as vozes e maniestações daqueles que lá os colocaram. Por exemplo, Barack Obama não é mais Barack Obama, ele é o povo americano.
Estas primeiras palavras foram necessárias para deixar alguns conceitos mais claros. Agora vamos analisar os furos nesse queijo.
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
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