Notícia do site Yahoo: Refrigerante à base de cola murcha os músculos
Conclusões óbvias:
1. Coca-Cola é desbundante.
2. Todos os que bebem coca-cola são bundas-moles.
Não deixem de usar seus neurônios!!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Vida Dupla
Não gosto de falar de mim mesmo. Acredito que a vida de alguém seja de somenos importância quando comparada com outros assuntos. Além do mais, como eu já li em algum lugar: "grandes pessoas falam de idéias, pessoas normais falam de eventos, pessoas medíocres falam de pessoas". E falar de mim mesmo seria falar de uma pessoa, o que faria de mim alguém medíocre, uma idéia que eu prefiro afastar.
Mas, como um concessão à minha regra não-formal, terei que usar minha persona como tema, ainda que parcialmente.
Não somos o que parecemos, isso todo mundo sabe. Algumas pessoas se aproximam mais da imagem que passam (ou querem passar), outras menos. A questão é que, para sobreviver na dita sociedade capitalista competitiva, precisamos agir de certas formas padronizadas. Isto é esperado de nós, gostemos ou não. Algumas pessoas têm isso na mente, essa programação profunda. A ânsia por mais, seja uma carreira melhor, um salário maior, um carro novo, uma bunda mais bonita, seios maiores, a esposa mais gostosa, tanto faz. Temos sempre que fazer o esforço de ser sempre melhor que todos os outros, porque, se não formos o melhor, seremos derrubados.
Acontece que alguns comportamentos são incompatíveis com a sobrevivência nessa selva. De repente, percebemos que esse jogo é todo falso. Afinal, precisamos mesmo ser os melhores? Precisamos superar todo mundo? Precisamos ser lindos? Precisamos ter tudo? Ter o bastante não basta?
Não dá certo. Esse tipo de pensamento é visto como "acomodação", "falta de ímpeto", "desmotivação". Vejamos um exemplo: existe uma corrida desenfreada por publicações na ciência, precisamos sempre gerar mais papel que todo mundo, e ser revolucionários.
E aí entro eu. Cada vez mais me dou conta que cada vez menos coisas são importantes. Eu tenho que ser melhor do que o que eu fui ontem, não melhor que todo o resto do mundo. Eles andam no passo deles, eu no meu. Eu não preciso ganhar mundos e fundos, só quero o suficiente para viver sossegado. Não quero ser um super hiper grande master... isso é vaidade desnecessária. Isso é meu eu interno, cada vez mais apartado das questões da matéria. Mas eu tenho que sobreviver na ciência, mas não tenho a menor vontade de me engajar em uma corrida sem nexo por papéis com meu nome, mas assim mesmo eu faço isso. Finjo que me importo, finjo que jogo o jogo, mas não estou nem aí. Já que o eu de verdade não tem lugar na selva, criei um eu de mentirinha. Quanto tempo isso vai durar, eu não sei. Mas viver uma vida dupla é sacal.
Não deixem de usar seus neurônios!!
Mas, como um concessão à minha regra não-formal, terei que usar minha persona como tema, ainda que parcialmente.
Não somos o que parecemos, isso todo mundo sabe. Algumas pessoas se aproximam mais da imagem que passam (ou querem passar), outras menos. A questão é que, para sobreviver na dita sociedade capitalista competitiva, precisamos agir de certas formas padronizadas. Isto é esperado de nós, gostemos ou não. Algumas pessoas têm isso na mente, essa programação profunda. A ânsia por mais, seja uma carreira melhor, um salário maior, um carro novo, uma bunda mais bonita, seios maiores, a esposa mais gostosa, tanto faz. Temos sempre que fazer o esforço de ser sempre melhor que todos os outros, porque, se não formos o melhor, seremos derrubados.
Acontece que alguns comportamentos são incompatíveis com a sobrevivência nessa selva. De repente, percebemos que esse jogo é todo falso. Afinal, precisamos mesmo ser os melhores? Precisamos superar todo mundo? Precisamos ser lindos? Precisamos ter tudo? Ter o bastante não basta?
Não dá certo. Esse tipo de pensamento é visto como "acomodação", "falta de ímpeto", "desmotivação". Vejamos um exemplo: existe uma corrida desenfreada por publicações na ciência, precisamos sempre gerar mais papel que todo mundo, e ser revolucionários.
E aí entro eu. Cada vez mais me dou conta que cada vez menos coisas são importantes. Eu tenho que ser melhor do que o que eu fui ontem, não melhor que todo o resto do mundo. Eles andam no passo deles, eu no meu. Eu não preciso ganhar mundos e fundos, só quero o suficiente para viver sossegado. Não quero ser um super hiper grande master... isso é vaidade desnecessária. Isso é meu eu interno, cada vez mais apartado das questões da matéria. Mas eu tenho que sobreviver na ciência, mas não tenho a menor vontade de me engajar em uma corrida sem nexo por papéis com meu nome, mas assim mesmo eu faço isso. Finjo que me importo, finjo que jogo o jogo, mas não estou nem aí. Já que o eu de verdade não tem lugar na selva, criei um eu de mentirinha. Quanto tempo isso vai durar, eu não sei. Mas viver uma vida dupla é sacal.
Não deixem de usar seus neurônios!!
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