"Sariruá é um xamã de uma tribo desconhecida no interior de uma floresta perdida, em uma parte esquecida da América do Sul. Nunca soube o que vem a ser a tal "civilização" (humildemente creio que isso não o interessaria, tampouco). Entretanto, algo acontece a Sariruá, durante uma andança na mata e, de repente, ele se vê diante de uma grande construção.
Sariruá já vira construções antes. Resquícios de cidades perdidas, dos quais seus ancestrais lhe contavam histórias. Ele imaginou que fosse um templo. Nele viu entrar pessoas vestidas de modo estranho. A ele, pareciam pessoas comuns, apenas a vestimenta lhe era diferente. Ele via estas pessoas se dirigindo a outras pessoas, todas vestidas da mesma forma, com algo que lhe pareceu mantos brancos, com mangas longas. As pessoas, lhe pareceu, devotavam alguma reverência àqueles de manto. Logo lhe veio à mente: devem ser xamãs também. Ele não entendia as palavras, mas via que as pessoas que chegavam faziam consultas aos xamãs. Estes anotavam as consultas, e iam para uma sala mais interior ao templo, inacessível às pessoas comuns.
E Sariruá viu, lá dentro, outros vestidos de branco, aos quais os primeiros se reportavam, mostrando reverência. E viu, ainda, que estes xamãs maiores estavam preparando algo, o que lhe pareceu feitiços. Estavam todos muito concentrados, devia ser um feitiço muito complicado. Ele percebeu que a sala era imaculadamente purificada, e viu que, quem entrava ali, precisava passar por um ritual de purificação.
E Sariruá viu, em uma câmara, no mais recôndito interior do templo, um monolito do que lhe pareceu pedra, em partes branca e lisa, em partes um cristal transparente sobre vagalumes dançando uma valsa perfeitamente sincronizada. Sariruá viu os grandes xamãs chegarem com seus feitiços para o Monolito. O ritual foi demorado, mas os Deuses devem ter ajudado, pois o Monolito emitiu o Veredito Divino para o grande xamâ. Este passou as palavras para o pequeno xamã, e este, para o consulente, que saiu agradecido pelos bons augúrios da Divindade. Certo de que vira um grupo de pessoas consultando um oráculo, mediante feiticeiros devidamente iniciados, Sariruá foi embora sem saber que tinha visto... um CPD."
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
sábado, 27 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Uma Dose Cavalar de Física Quântica - Parte III
Sobre o Eletron e o Resto
Já vimos que a luz pode funcionar tanto como onda quanto como partícula. Em 1924, um francês chamado Louis de Broglie pensou: "E se o que chamamos de matéria também for ondas? E se os elétrons, por exemplo, também são ondas?". Esta foi a tese de doutorado do nosso amigo Louis. Pelas continhas dele, a coisa funcionava, mas alguns experimentos seriam bem convincentes. Um deles era o chamado "experimento da dupla fenda". Em palavras simples, dá-se um tiro de elétron em um anteparo com duas fendas, e o mesmo elétron tem que passar nas duas (como uma boa onda faria, pelo fenômeno da difração, explicado pelo princípio de Huygens). Quando a tecnologia estava suficientemente avançada, assim se fez e... ele passou nas duas. Conclusão: os elétrons também são ondas!
Voltemos ao nosso átomo Beira-Rio, que nos fez ver que somos etéreos. Mas ainda podíamos acreditar que elétrons, prótons e nêutrons eram mátéria sólida, nos dando uma última chance de materialidade. E agora, constatamos embasbacados que o que fica lá nas últimas arquibancadas do nosso átomo-estádio são... ondas! (Ondas orbitando um núcleo... aliás, se os elétrons são ondas, prótons e nêutrons também... ou seja, ondas orbitando ondas...). Além de sermos compostos, em grande parte, por espaço vazio, a parte cheia é cheia de... ondas! Garçom!! Bota mais uma!
Não esqueçam de usar seus neurônios!
Já vimos que a luz pode funcionar tanto como onda quanto como partícula. Em 1924, um francês chamado Louis de Broglie pensou: "E se o que chamamos de matéria também for ondas? E se os elétrons, por exemplo, também são ondas?". Esta foi a tese de doutorado do nosso amigo Louis. Pelas continhas dele, a coisa funcionava, mas alguns experimentos seriam bem convincentes. Um deles era o chamado "experimento da dupla fenda". Em palavras simples, dá-se um tiro de elétron em um anteparo com duas fendas, e o mesmo elétron tem que passar nas duas (como uma boa onda faria, pelo fenômeno da difração, explicado pelo princípio de Huygens). Quando a tecnologia estava suficientemente avançada, assim se fez e... ele passou nas duas. Conclusão: os elétrons também são ondas!
Voltemos ao nosso átomo Beira-Rio, que nos fez ver que somos etéreos. Mas ainda podíamos acreditar que elétrons, prótons e nêutrons eram mátéria sólida, nos dando uma última chance de materialidade. E agora, constatamos embasbacados que o que fica lá nas últimas arquibancadas do nosso átomo-estádio são... ondas! (Ondas orbitando um núcleo... aliás, se os elétrons são ondas, prótons e nêutrons também... ou seja, ondas orbitando ondas...). Além de sermos compostos, em grande parte, por espaço vazio, a parte cheia é cheia de... ondas! Garçom!! Bota mais uma!
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Uma Dose Cavalar de Física Quântica - Parte II
Sobre a Luz
No século XVII, camaradas como Christian Huygens e outros, cada um no seu respectivo quadrado, deram suas contribuições no sentido de mostrar que a luz era, afinal de contas, ondas. Este modelo para a luz explicava uma série de fenômenos que a teoria corpuscular (advogada, entre outros, por Newton) não conseguia, como reflexão, refração e difração. Anos depois Sir James Clerk Maxwell mostrou que a luz era uma onda eletromagnética, que não precisa de meio para se propagar. Os problemas pareciam acabados, até que...
... se descobriu que a luz interagia com a matéria, através do efeito fotoelétrico (entre outros tantos efeitos inexplicáveis pela teoria ondulatória). Este efeito, por sua vez, não conseguiria ser explicado tomando-se a luz como uma onda. E aí temos um impasse: a luz é onda ou um fluxo de partículas. Albert Einstein solucionou a parada: a luz se comporta como onda E como partículas. A seguir: fazendo os átomos ficarem um pouco mais etéreos...
Não esqueçam de usar seus neurônios!
No século XVII, camaradas como Christian Huygens e outros, cada um no seu respectivo quadrado, deram suas contribuições no sentido de mostrar que a luz era, afinal de contas, ondas. Este modelo para a luz explicava uma série de fenômenos que a teoria corpuscular (advogada, entre outros, por Newton) não conseguia, como reflexão, refração e difração. Anos depois Sir James Clerk Maxwell mostrou que a luz era uma onda eletromagnética, que não precisa de meio para se propagar. Os problemas pareciam acabados, até que...
... se descobriu que a luz interagia com a matéria, através do efeito fotoelétrico (entre outros tantos efeitos inexplicáveis pela teoria ondulatória). Este efeito, por sua vez, não conseguiria ser explicado tomando-se a luz como uma onda. E aí temos um impasse: a luz é onda ou um fluxo de partículas. Albert Einstein solucionou a parada: a luz se comporta como onda E como partículas. A seguir: fazendo os átomos ficarem um pouco mais etéreos...
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Uma Dose Cavalar de Física Quântica - Parte I
Sobre o Átomo
No século XIX, um cientista inglês, John Dalton, provavelmente baseado em Demócrito dispara sua teoria atômica e molecular. Para ele, átomos seriam esferinhas maciças e moléculas seriam cachos dessas esferinhas. OK... o modelo explicou algumas coisas, mas outras ficaram de fora. Passa o tempo, descobre-se a radioatividade (a capacidade de certos materiais em emitir partículas) e a teoria de Dalton não parece tão completa. Em 1909, Ernest Rutherford fez um experimento interessante: bombardear um folha fina de ouro com raios alfa (que são núcleos de átomos de hélio). Sem entrar em muitos detalhes, eles acreditavam que a deflexão seria bem pouca. Entretanto, algumas partículas defletiram em grandes ângulos, o que indicava uma concentração de massa no átomo (em vez de ela ser distribuída). Com mais pesquisa e mais tempo, chegaram à conclusão de que a massa do átomo é extremamente concentrada no núcleo, e que os elétros orbitam ao redor deste núcleo. Para se ter uma dimensão, peguemos uma ervilha, que seria como o núcleo do átomo, e coloquemos no centro do Beira-Rio. Os elétrons ficariam passeando nas últimas arquibancadas. Ou seja, a maioria absoluta do espaço ocupado por um átomo é... vazio!
Você já parou pra pensar nisso? Nós, esse computador, a bunda da Mulher-Melancia, são, em sua grande maioria, espaços vazios. Não podemos ver isso, não enxergamos tão bem assim. Ok, você me perguntaria: "e por que as pessoas não são transparentes?" E eu digo: elas são, desde que você corte uma fatia bem fina. Um copo de água é transparente. 3 Km de água não são, pois a luz é refletida/absorvida no caminho.
Mas você ainda não está convencido: "mas se sou tão vazio, e a minha parede também, por que não consigo atravessar ela?" Campos de força, simples assim. O máximo que dois átomos chegam perto um do outro é última camada de suas eletrosferas, e só. Pense isso em escala macroscópica e entenderá porque seu dedo não atravessa a parede. Bem, isso não nos faz menos vazios... não, vazios não... eu diria etéreos, ou sutis. Já que a nossa tão querida e confortadora solidez é apenas uma ilusão perceptual garantida por campos de força eletromagnética. Mas isso não acaba aqui. A seguir: as duas faces da luz.
Não esqueçam de usar seus neurônios!
No século XIX, um cientista inglês, John Dalton, provavelmente baseado em Demócrito dispara sua teoria atômica e molecular. Para ele, átomos seriam esferinhas maciças e moléculas seriam cachos dessas esferinhas. OK... o modelo explicou algumas coisas, mas outras ficaram de fora. Passa o tempo, descobre-se a radioatividade (a capacidade de certos materiais em emitir partículas) e a teoria de Dalton não parece tão completa. Em 1909, Ernest Rutherford fez um experimento interessante: bombardear um folha fina de ouro com raios alfa (que são núcleos de átomos de hélio). Sem entrar em muitos detalhes, eles acreditavam que a deflexão seria bem pouca. Entretanto, algumas partículas defletiram em grandes ângulos, o que indicava uma concentração de massa no átomo (em vez de ela ser distribuída). Com mais pesquisa e mais tempo, chegaram à conclusão de que a massa do átomo é extremamente concentrada no núcleo, e que os elétros orbitam ao redor deste núcleo. Para se ter uma dimensão, peguemos uma ervilha, que seria como o núcleo do átomo, e coloquemos no centro do Beira-Rio. Os elétrons ficariam passeando nas últimas arquibancadas. Ou seja, a maioria absoluta do espaço ocupado por um átomo é... vazio!
Você já parou pra pensar nisso? Nós, esse computador, a bunda da Mulher-Melancia, são, em sua grande maioria, espaços vazios. Não podemos ver isso, não enxergamos tão bem assim. Ok, você me perguntaria: "e por que as pessoas não são transparentes?" E eu digo: elas são, desde que você corte uma fatia bem fina. Um copo de água é transparente. 3 Km de água não são, pois a luz é refletida/absorvida no caminho.
Mas você ainda não está convencido: "mas se sou tão vazio, e a minha parede também, por que não consigo atravessar ela?" Campos de força, simples assim. O máximo que dois átomos chegam perto um do outro é última camada de suas eletrosferas, e só. Pense isso em escala macroscópica e entenderá porque seu dedo não atravessa a parede. Bem, isso não nos faz menos vazios... não, vazios não... eu diria etéreos, ou sutis. Já que a nossa tão querida e confortadora solidez é apenas uma ilusão perceptual garantida por campos de força eletromagnética. Mas isso não acaba aqui. A seguir: as duas faces da luz.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Pergunta Filosófica
O que fazer quando você precisa de um conselho e você não pode perguntar para as pessoas que seriam mais indicadas para aconselhá-lo?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Ciência da Frustração (ou Experimentos Mal-Fracassados)
Quando eu era pequeno, eu ficava fascinado vendo os cientistas-gênios nos filmes. Os caras sabiam tudo, sobre qualquer assunto, de História Antiga a Física Nuclear, passando por Medicina, Química e Eletrônica. Alguns pensam que a ciência é romântica... e ela é. Com direito a pé na bunda, crise dos sete anos, brigas, desavenças e tudo o mais.
Se você é um bundão, sonhador e idealista, que quer ser um cientista, desista. Não há lugar para fracos na ciência. Você vai ter que ler muitas coisas maçantes, até achar alguma coisa boa e válida. Vai ter que fracassar em muitos experimentos, até fazer ele dar certo. 99% das vezes você vai dar com os burros n'água, falhar, se decepcionar. E não vai poder largar o osso, pedir pra sair ou coisas assim. Ah, claro, e você vai ter que escrever. Muito, compulsivamente. Sua carreira depende disso. Não importa o quanto você odeie. E você terá prazos, e terá que ser diligente para poder alcançá-los.
Acho que posso me considerar um aspirante a cientista. Faço doutorado em ciência da computação (graaaaaaaaaande bosta). Isso me coloca na seleta elite de intelectuais do´pais (de novo, graaaaaaaaaaaaaaaaaande bosta). Este ano eu perdi CINCO, de novo CINCO deadlines para publicação de artigos. Motivos não faltam: falta de resultados, paper ainda não maduro, etc. Desculpas? Nenhuma...
Eu me pergunto por que demoro tanto com coisas banais. Certo, perdi um bocado de tempo percorrendo caminhos errados, e paguei (caro) por isso. Mas desta vez, não. Estava tudo na mão, eu tinha resultados, e bastante (?!) coisa escrita. E ainda assim, perdi esse deadline por causa de um imaturo de um paper? O que eu fiquei fazendo esse tempo todo? Diligência e concentração são a alma do negócio, e nisso eu falhei, assumo. E esse "fica para a próxima" adiado ad eternum não faz bem nem para mim, nem para minha motivação, nem para minha carreira. E meus nobres orientadores devem estar se perguntando para que eu presto, senão para dormir na aula (eventualmente para ajudar a carregar peso, já que até para corrigir provas eu demoro uma eternidade).
OK OK... já fiz meu mea culpa. E já estou cheio disso. Já está mais que na hora de dar jeito na vida. Preciso mostrar que não sou só um mero "potencial". E, de preferência, falhar mais, mas em coisas diferentes.
Não esqueçam de usar seus neurônios!
Se você é um bundão, sonhador e idealista, que quer ser um cientista, desista. Não há lugar para fracos na ciência. Você vai ter que ler muitas coisas maçantes, até achar alguma coisa boa e válida. Vai ter que fracassar em muitos experimentos, até fazer ele dar certo. 99% das vezes você vai dar com os burros n'água, falhar, se decepcionar. E não vai poder largar o osso, pedir pra sair ou coisas assim. Ah, claro, e você vai ter que escrever. Muito, compulsivamente. Sua carreira depende disso. Não importa o quanto você odeie. E você terá prazos, e terá que ser diligente para poder alcançá-los.
Acho que posso me considerar um aspirante a cientista. Faço doutorado em ciência da computação (graaaaaaaaaande bosta). Isso me coloca na seleta elite de intelectuais do´pais (de novo, graaaaaaaaaaaaaaaaaande bosta). Este ano eu perdi CINCO, de novo CINCO deadlines para publicação de artigos. Motivos não faltam: falta de resultados, paper ainda não maduro, etc. Desculpas? Nenhuma...
Eu me pergunto por que demoro tanto com coisas banais. Certo, perdi um bocado de tempo percorrendo caminhos errados, e paguei (caro) por isso. Mas desta vez, não. Estava tudo na mão, eu tinha resultados, e bastante (?!) coisa escrita. E ainda assim, perdi esse deadline por causa de um imaturo de um paper? O que eu fiquei fazendo esse tempo todo? Diligência e concentração são a alma do negócio, e nisso eu falhei, assumo. E esse "fica para a próxima" adiado ad eternum não faz bem nem para mim, nem para minha motivação, nem para minha carreira. E meus nobres orientadores devem estar se perguntando para que eu presto, senão para dormir na aula (eventualmente para ajudar a carregar peso, já que até para corrigir provas eu demoro uma eternidade).
OK OK... já fiz meu mea culpa. E já estou cheio disso. Já está mais que na hora de dar jeito na vida. Preciso mostrar que não sou só um mero "potencial". E, de preferência, falhar mais, mas em coisas diferentes.
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Uma Sutil Dose de Física Quântica II
Notícia interessante do site Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=confirmado--a-materia-e-resultado-de-flutuacoes-do-vacuo-quantico&id=010130081125&ebol=sim
Em linhas gerais, os físicos chegaram á conclusão de algo que Buda falou há séculos: somos feitos de nada.
(Esse enunciado parece um tanto simplista, mas será analisado em maiores detalhes em posts futuros.)
Não esqueçam de usar seus neurônios!
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=confirmado--a-materia-e-resultado-de-flutuacoes-do-vacuo-quantico&id=010130081125&ebol=sim
Em linhas gerais, os físicos chegaram á conclusão de algo que Buda falou há séculos: somos feitos de nada.
(Esse enunciado parece um tanto simplista, mas será analisado em maiores detalhes em posts futuros.)
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
The Observer
"I do not feel obliged to believe
that the same God who has endowed us
with sense, reason and intellect
has intended us to forgo their use"
Galileo Galilei sintetizou com exatidão astronômica o mesmo sentimento que eu tive, quando, ao propor um inocente tema para reflexão, fui rebatido pela retórica falaciosa de um pretenso intelectual, dono e conhecedor da verdade absoluta dos Deuses. Alugém que se acha no direito de dizer quem é ou não é digno de portar esta ou aquela denominação e, o que é ainda pior, o que deve ou não deve pensar alguém com tal denominação.
O direito de pensar, analisar, interpretar, formular explicações é inalienável. E me aventuro a dizer que a única coisa de que somos donos são nossos pensamentos. E aí vem um pretenso senhor de toda a verdade dizer que não podemos ter nossas próprias idéias sobre os assuntos, e aceitar, como fatos líquidos e certos, um bando de alegorias que alguma cultura atrasada nos cafundós do judas inventou para explicar alguma coisa? Protesto! Minha mente é livre, meu direito de pensar é inalienável e a minha verdade eu mesmo construo. Cada um que construa a sua, e, por favor, não me empurre goela abaixo.
Os mesmos Deuses que me deram um cérebro certamente querem que eu o use, e é exatamente isso que eu vou fazer.
that the same God who has endowed us
with sense, reason and intellect
has intended us to forgo their use"
Galileo Galilei sintetizou com exatidão astronômica o mesmo sentimento que eu tive, quando, ao propor um inocente tema para reflexão, fui rebatido pela retórica falaciosa de um pretenso intelectual, dono e conhecedor da verdade absoluta dos Deuses. Alugém que se acha no direito de dizer quem é ou não é digno de portar esta ou aquela denominação e, o que é ainda pior, o que deve ou não deve pensar alguém com tal denominação.
O direito de pensar, analisar, interpretar, formular explicações é inalienável. E me aventuro a dizer que a única coisa de que somos donos são nossos pensamentos. E aí vem um pretenso senhor de toda a verdade dizer que não podemos ter nossas próprias idéias sobre os assuntos, e aceitar, como fatos líquidos e certos, um bando de alegorias que alguma cultura atrasada nos cafundós do judas inventou para explicar alguma coisa? Protesto! Minha mente é livre, meu direito de pensar é inalienável e a minha verdade eu mesmo construo. Cada um que construa a sua, e, por favor, não me empurre goela abaixo.
Os mesmos Deuses que me deram um cérebro certamente querem que eu o use, e é exatamente isso que eu vou fazer.
domingo, 23 de novembro de 2008
Vou Cobrar!!
Notícia de hoje, no site Yahoo!
http://br.esportes.yahoo.com/noticias/esportes-vampeta-se-entrega-elogia-muricy-23112008-4.html
Vampeta, vou cobrar, hein? Vou querer evidências materiais de que o senhor esticou devidamente as canelas. Mas não, não vou no teu velório... isso seria demais =P
Não esqueçam de usar seus neurônios!!
http://br.esportes.yahoo.com/noticias/esportes-vampeta-se-entrega-elogia-muricy-23112008-4.html
Vampeta, vou cobrar, hein? Vou querer evidências materiais de que o senhor esticou devidamente as canelas. Mas não, não vou no teu velório... isso seria demais =P
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O Título
Bem amigos da Rede Globo...
Vocês devem ter notado o jogo de palavras que nomeia este humilde veículo de propagação de idéias. Parece um daqueles malditos trocadilhos feitos por malditos nerds que se acham grandes piadistas. Sim, isso é proposital, afinal, não quero atrair atenção desnecessária, seja de profanos, seja de imaturos. Não se deixem enganar pelas superfícies, pois no fundo, as coisas são bem diferentes.
Não esqueçam de usar seus neurônios!
Vocês devem ter notado o jogo de palavras que nomeia este humilde veículo de propagação de idéias. Parece um daqueles malditos trocadilhos feitos por malditos nerds que se acham grandes piadistas. Sim, isso é proposital, afinal, não quero atrair atenção desnecessária, seja de profanos, seja de imaturos. Não se deixem enganar pelas superfícies, pois no fundo, as coisas são bem diferentes.
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Uma Sutil Dose de Física Quântica
Essa notícia saiu no site do Yahoo! semana passada:
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/081120/saude/ci__ncia_f__sica
Em uma ocasião mais apropriada, e menos atribulada, farei algumas divagações filosóficas sobre física quântica e agregarei alguns elementos oriundos da notícia acima. Entretanto, por mais viajante que seja, me limitarei a aspectos meramente científicos. Portanto, aloprados de plantão e outros, esqueçam aquela baboseira de "cura quântica", "inteligência quântica" e o escambau a quatro. Isso tudo é papo furado de oportunistas que querem vender livros. Física quântica lida apenas com o domínio material, (Malkuth para quem preferir =D), que por si só é um grande enigma, mas nada além disso (a menos que alguém me apresente a função de onda para um fantasma).
Não esqueçam de usar seus neurônios!
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/081120/saude/ci__ncia_f__sica
Em uma ocasião mais apropriada, e menos atribulada, farei algumas divagações filosóficas sobre física quântica e agregarei alguns elementos oriundos da notícia acima. Entretanto, por mais viajante que seja, me limitarei a aspectos meramente científicos. Portanto, aloprados de plantão e outros, esqueçam aquela baboseira de "cura quântica", "inteligência quântica" e o escambau a quatro. Isso tudo é papo furado de oportunistas que querem vender livros. Física quântica lida apenas com o domínio material, (Malkuth para quem preferir =D), que por si só é um grande enigma, mas nada além disso (a menos que alguém me apresente a função de onda para um fantasma).
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