Sobre o Átomo
No século XIX, um cientista inglês, John Dalton, provavelmente baseado em Demócrito dispara sua teoria atômica e molecular. Para ele, átomos seriam esferinhas maciças e moléculas seriam cachos dessas esferinhas. OK... o modelo explicou algumas coisas, mas outras ficaram de fora. Passa o tempo, descobre-se a radioatividade (a capacidade de certos materiais em emitir partículas) e a teoria de Dalton não parece tão completa. Em 1909, Ernest Rutherford fez um experimento interessante: bombardear um folha fina de ouro com raios alfa (que são núcleos de átomos de hélio). Sem entrar em muitos detalhes, eles acreditavam que a deflexão seria bem pouca. Entretanto, algumas partículas defletiram em grandes ângulos, o que indicava uma concentração de massa no átomo (em vez de ela ser distribuída). Com mais pesquisa e mais tempo, chegaram à conclusão de que a massa do átomo é extremamente concentrada no núcleo, e que os elétros orbitam ao redor deste núcleo. Para se ter uma dimensão, peguemos uma ervilha, que seria como o núcleo do átomo, e coloquemos no centro do Beira-Rio. Os elétrons ficariam passeando nas últimas arquibancadas. Ou seja, a maioria absoluta do espaço ocupado por um átomo é... vazio!
Você já parou pra pensar nisso? Nós, esse computador, a bunda da Mulher-Melancia, são, em sua grande maioria, espaços vazios. Não podemos ver isso, não enxergamos tão bem assim. Ok, você me perguntaria: "e por que as pessoas não são transparentes?" E eu digo: elas são, desde que você corte uma fatia bem fina. Um copo de água é transparente. 3 Km de água não são, pois a luz é refletida/absorvida no caminho.
Mas você ainda não está convencido: "mas se sou tão vazio, e a minha parede também, por que não consigo atravessar ela?" Campos de força, simples assim. O máximo que dois átomos chegam perto um do outro é última camada de suas eletrosferas, e só. Pense isso em escala macroscópica e entenderá porque seu dedo não atravessa a parede. Bem, isso não nos faz menos vazios... não, vazios não... eu diria etéreos, ou sutis. Já que a nossa tão querida e confortadora solidez é apenas uma ilusão perceptual garantida por campos de força eletromagnética. Mas isso não acaba aqui. A seguir: as duas faces da luz.
Não esqueçam de usar seus neurônios!
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