quarta-feira, 26 de novembro de 2008

The Observer

"I do not feel obliged to believe
that the same God who has endowed us
with sense, reason and intellect
has intended us to forgo their use"

Galileo Galilei sintetizou com exatidão astronômica o mesmo sentimento que eu tive, quando, ao propor um inocente tema para reflexão, fui rebatido pela retórica falaciosa de um pretenso intelectual, dono e conhecedor da verdade absoluta dos Deuses. Alugém que se acha no direito de dizer quem é ou não é digno de portar esta ou aquela denominação e, o que é ainda pior, o que deve ou não deve pensar alguém com tal denominação.

O direito de pensar, analisar, interpretar, formular explicações é inalienável. E me aventuro a dizer que a única coisa de que somos donos são nossos pensamentos. E aí vem um pretenso senhor de toda a verdade dizer que não podemos ter nossas próprias idéias sobre os assuntos, e aceitar, como fatos líquidos e certos, um bando de alegorias que alguma cultura atrasada nos cafundós do judas inventou para explicar alguma coisa? Protesto! Minha mente é livre, meu direito de pensar é inalienável e a minha verdade eu mesmo construo. Cada um que construa a sua, e, por favor, não me empurre goela abaixo.

Os mesmos Deuses que me deram um cérebro certamente querem que eu o use, e é exatamente isso que eu vou fazer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário