domingo, 3 de maio de 2009

A Democracia Viciada - Parte I

Algum eventual xiru vago, perdido na blogsfera, que tenha lido posts anteriores, pode eventualmente pensar que sou um adepto da extrema-direita. Isso não é raro, sendo um efeito causado pela intolerância e "ódio no coração" inerente aos nascidos sob o mesmo signo que eu (Capricórnio). Bom, se interessa a alguém saber (o que eu duvido), me considero apolítico (embora politizado). Soa paradoxal? Fica pior... Me tornei apolítico justamente pelo fato de ser politizado.

Eu tenho uma percepção um tanto pessoal dos vais-e-vens políticos, a tal ponto que peguei nojo de "-ismos" e ideologias, que envenenam o debate político, protelam o importante, e meramente trazem desordem ao cenário. Mas não vou falar de -ismos, mas de política em geral. Mais especificamente, de um aspecto muito alardeado e pouco compreendido, e claro, sob a lente da minha visão pessoal (e a única que importa, já que não dou absolutamente nenhuma importância à visão alheia - até escuto e debato, mas faço questão de catalogar na gaveta de inservíveis) sobre isso.

Muito bem, vamos à tal "democracia".

Definições

De acordo com a Wikipedia (espero sinceramente que o indivíduo que postou a informação tenha boas fontes): http://en.wikipedia.org/wiki/Democracy

"Democracia é uma forma de governo na qual o poder estatal é estabelecido pela maioria dos cidadãos de um país. É derivada do grego "demokratia" (governo popular), que foi cunhada de "demos" (povo) e "kratos" (mandato, força), no meio do quinto-quarto século AC para denotar sistemas políticos então existentes em algumas cidades-estados gregas, notavelmente Atenas, após um levante popular em 500 AC.

Em teoria política, democracia descreve um pequeno número de formas relacionadas de governo que também uma filosofia política. Mesmo assim, não há uma definição universalmente aceita de "democracia". Há dois princípios que qualquer definição de democracia inclui. O primeiro princípio é que todos os membros da sociedade (cidadãos) têm igual acesso ao poder e o segundo é que todos os membros (cidadãos) disfrutam universalmente de certas liberdades."

A parte importante fica no segundo parágrafo. Em síntese, diz que a maioria manda, que qualquer indivíduo pode acessar o poder.

Na maioria dos países ditos democráticos a separação entre os poderes está definida na Constituição. A saber, o Poder Legislativo (responsável por elaborar as leis), o Poder Executivo (responsável pelos trâmites administrativos) e o Poder Judiciário (responsável pela fiscalização da aplicação das leis). Os poderes são interdependentes entre si e um não é mais forte que o outro, de forma que haja um equilíbrio. Esta doutrina de separação dos poderes foi difundida por Montesquieu, em sua obra "O Espírito das Leis".

Viajando na Maionese

Nas democracias, o povo elege representantes, os quais, teoricamente tomam decisões em nome daqueles lá os colocaram. Em uma situação teórica e utópica, os representantes populares abdicariam de suas posições pessoais e seriam as vozes e maniestações daqueles que lá os colocaram. Por exemplo, Barack Obama não é mais Barack Obama, ele é o povo americano.

Estas primeiras palavras foram necessárias para deixar alguns conceitos mais claros. Agora vamos analisar os furos nesse queijo.

Não esqueçam de usar seus neurônios!!

2 comentários:

  1. Salve, D. Machado!

    O grande problema da definição de democracia é o que nós consideramos como "cidadãos". Essa definição vem da Grécia antiga, e nem todo o habitante de lá era cidadão (os escravos, por exemplo, eram excluídos dessa condição).

    Aqui na Pátria-Madrasta a condição de cidadão é, teoricamente, universalizada: todos têm acesso ao voto, à escolha dos governantes e aos cargos políticos.

    Isso teoricamente, of course... afinal, as campanhas políticas demandam dinheiro, e esse dinheiro é dado, via de regra, por empresários pouco escrupulosos que desejam auferir vantagens com a eleição do Candidato X.

    Ou seja, a elite é que manda realmente nas eleições. Ou o povo escolhe a Bosta #01, ou a Bosta #02..., que a elite desse País, mal educada e corrupta, deseja colocar no poder.

    No fundo, tudo é uma questão de moralização... acho que vou fazer um post sobre isso no meu blog. :P

    É isso, irmão! Abraços!

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  2. Salve, D. Blasco!

    Este post foi meramente introdutório, para deixar claro alguns elementos terminológicos. Vou seguir dissertando sobre o assunto e destacando alguns pontos.

    Saudações!

    Lucius

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