O cara é elegante. Ele faz discursos empolgantes. Ele é diplomático, sempre tem a palavra certa, na hora certa, para a pessoa certa. Todos os seus movimentos são milimetricamente calculados, inclusive para matar uma mosca inoportuna. Menino de origem humilde, mãe batalhadora, uma mulher exemplo. Bom marido, bom pai. O primeiro presidente negro (ma non troppo) dos Estados Unidos. A salvação, o Messias prometido, o herói, o homem que vai tirar o povo o país da complexa situação em que estão. Ele é mítico.
Ele é Barack Hussein Obama.
Entretanto... eu aprendi com a minha desconfiada e ariana mãe que "quando a esmola é demais, o santo desconfia". Não sei o que o cara é, isto é apenas um exercício de especulação. Eu espero...
Eu apenas enunciei alguns fatos sobre Mr. Obama. Ele realmente parece perfeito. Existe todo um aparado midiático, contando a história vitoriosa e a vida virtuosa deste homem. O passado humilde, tudo o mais. Todos os elementos devidamente costurados para compor a história de um herói, um salvador. Que chegou em boa hora, diga-se de passagem.
Claro, ele não é Satã, nem enviado de Satã (que, aliás, não existe), como alguns fundamentalistas fanáticos (e racistas) religiosos americanos estão espalhando por aí. O que eu especulo é bem real, fruto de uma estratégia de longo prazo para escravização.
Você pode escravizar as pessoas pela força, o que gera rebeldia... você pode tomar a liberdade das pessoas na marra, o que gera conflitos. Ou as pessoas podem abdicar voluntariamente de suas liberdades em nome de um bem maior, guiados por um lider salvador. E ele é um lider salador...
Existem duas grandes sacadas para controlar massas: ídolos e medos. Quanto maiores, mais funcionam. Primeiro, G.W. cria os monstros: a AlQaeda e a crise mundial (a crise é um follow-on do 11/9, e foi cuidadosamente engendrada). Ele cria o medo, cria a guerra contra o terror, cria os fantasmas, cria a crise, cria a vigilância, cria a paranóia. E cria um terreno fértil... Ele cria a necessidade por um herói.
E a mídia cria esse herói. E o vende. E os desavisados compram. Porque ele fala de mudança. E fala bem, empolga os jovens. E tem um grande apelo emocional por trás: ele é negro. O disfarce perfeito para convencer negros. De dentro e de fora. Ele tem (como eu já disse) um passado comovente. Quase (!?) saído de algum livro de algum escritor qualquer. Comovente... A isca perfeita. Ele prometeu tudo o que as pessoas queriam conseguir, e falou tudo o que elas queriam ouvir.
E foi criada a opção. Um ex-prisioneiro de guerra, conservador, senil, e com todo o aspecto de continuar a política desastrosa do antecessor. Devidamente acompanhado de uma fanática de mente vazia, um verdadeiro chamariz de atenção e comentários. Fumaça e espelhos... voilá!
Podem ser apenas especulações paranóicas, e eu posso meramente estar errado. Mas que ele me pareceu artificial demais (tão artificial quanto os jardins da PUC), pareceu.
Não deixem de usar seus neurônios!!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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